FaceApp: “Dar” uma foto com o rosto é quase como dar uma password

A app FaceApp é das mais populares nos últimos meses. A app voltou a despertar o interesse dos utilizadores e a circular nas redes sociais após o lançamento gratuito do filtro “gender swap” (mudança de género). A novidade gerou, inclusive, a criação do hashtag “faceappchallenge” e recebeu centenas de milhares de partilhas no Facebook e no Instagram.

Mas será que podemos configurar nesta app?

FaceApp: "Dar" uma foto com o rosto é quase como dar uma password

A popular app Faceapp permite aplicar vários filtros a fotografias. Com uma simples foto de rosto podemos aplicar filtros de rejuvenescimento, envelhecimento, entre outros. Como referido aqui, esta app permite agora também saber como ficariam as pessoas caso mudassem de género.

FaceApp – Devemos encarar estas novas formas de autenticação como se fossem palavras-passe

A par das novidades chegam também as incertezas. Com isso sobre a segurança da app de reconhecimento facial e os riscos inerentes à partilha dessas informações no que diz respeito à privacidade.
Fabio Assolini, Investigador Sénior de Segurança da Kaspersky, revelou que:

A app não contém nenhum elemento malicioso. No entanto, pelo facto de o reconhecimento facial ser uma tecnologia utilizada principalmente para a autenticação de palavras-passe, os utilizadores devem ter bastante cuidado ao partilharem a sua imagem com terceiros.

Devemos encarar estas novas formas de autenticação como se fossem palavras-passe, uma vez que qualquer sistema de reconhecimento facial acessível a todos pode acabar por ser utilizado tanto para o bem, como para o mal

FaceApp: "Dar" uma foto com o rosto é quase como dar uma password

De acordo com Fabio Assolini, as empresas detentoras destas apps podem facilitar ou vender essas imagens a empresas que utilizam Inteligência Artificial para realizar modificações a partir do reconhecimento facial. “Além disso, é preciso ter consciência que esses dados estão armazenados em servidores de terceiros e que também podem ser roubados por cibercriminosos e utilizados para a falsificação de identidades”, acrescenta.

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